Crítica e Review | Capitão América: Guerra Civil

Em 2008 a Marvel Studios iniciou sua nova fase cinematográfica no cinema com o ótimo “Homem de Ferro” . Oito anos e treze filmes depois...

Em 2008 a Marvel Studios iniciou sua nova fase cinematográfica no cinema com o ótimo “Homem de Ferro”. Oito anos e treze filmes depois chega aos cinemas “Capitão América: Guerra Civil”, assinado pelos irmão Russo, que surgiram na franquia com um exelente trabalho em “Capitão America 2 – O Soldado Invernal“. O roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely é um dos pontos acertados do filme, pois não perde tempo reapresentando personagens já conhecidos do grande publico.


O longa se inicia após um desfecho trágico durante uma missão dos Vingadores na Nigéria, os governos do mundo, através do Secretário de Estado dos EUA, o General Ross (William Hurt, que reprisa o seu personagem que viveu em “O Incrível Hulk” de 2008), conclamam através de uma lei que os Vingadores deixem de ser uma entidade autônoma e passem a responder a um painel das Nações Unidas.


E Tony Stark/Homem de Ferro(Robert Downey Jr.), especialmente motivado pela culpa em incidentes como a destruição de Sokovia, vista em “Vingadores – Era de Ultron”, aceita e entende tal medida. Já Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans), por conta de sua vasta experiência em trabalhar subordinado ao governo, não aceita a medida imposta. Os dois pilares separados por lados distintos, os demais Vingadores escolhem seus lados. O clímax chega quando Bucky Barnes/Soldado Invernal(Sebastian Stan), é acusado de um ato de terrorismo.


E mesmo o filme tendo como “pano de fundo” vários países e um elenco inflado com mais de 15 personagens principais, o roteiro não se perde e dá a devida atenção a cada personagem, e até insere mais um que se você não estiver prestando muita atenção não perceberá até que o filme solo do “Pantera negra” chegue aos cinemas. Vale destacar queo estreante T’Challa de Chadwick Boseman, está formidavel com seu Pantera Negra, que não apenas sendo parte importantíssima da história, mas como gancho para varias possibilidades no futuro da franquia.


 Outro destaque é para, Elizabeth Olsen(Feiticeira Escarlate) e Paul Bettany(Visão), que mesmo com seu tempo reduzido de projeção, entregam mais complexidade e profundidade a seus personagens. A bela Scarlett Johansson(Viúva Negra) consegue pela primeira vez para mim, demostrar a função dela nos “Vingadores”, mostrando e surpreendendo a todos sua natureza e treinamento. Anthony Mackie(Falcão) está perfeito e imprime seu carisma ao herói de asas metálicas. O engraçado “Homem-Formiga” de Paul Rudd entrega os melhores alivios comicos e é responssalvel por uma das cenas mais legais do longa.
Jeremy Renner e seu Gavião Arqueiro justifica sua presença no time e pela primeira vez tem um tenso e eficaz diálogo entre o e Tony Stark, mostrando que sua presença ali é necessaria, para guiar e centra o grupo.


E o "Cabeça de Teia"? Bom, o “Homem-Aranha” chega de forma espetacular ao Universo Cinematográfico Marvel. Suas tiradas são geniais e Tom Holland, traz jovialidade, piadas e brinca ao mostrar um jovem e responsável gênio e um herói falastrão, tudo que Peter Parker preciva para empregar seu carisma de forma definititiva nas telonas.


Não vou falar do “Zemo” de Daniel Brühl para não estragar as surpresas, ou gerar revoltas(Rs), mas posso adiantar que o ator não interpreta um vilão tradicional, o que acaba pra mim se tornando um ponto estremamente positivo, pois depois de Loki de Tom Hiddleston, nenhum vilão ficou a altura e acaba sendo sempre mal aproveitado.


 É fácil entender as motivações de Steve Tony e até duvidar se você escolheu o lado certo do time(#timeHomede Ferro vs #TimeCapitãoAmérica), e vale destacar que os dois veteranos (Evans em seu quinto filme, Downey no sétimo), no universo Marvel estão impecáveis em suas interpretações.

As sequências de ação, em especial a luta nas escadas, a perseguição no túnel e a grande batalha do aeroporto são incríveis. E a paleta de cor fria do diretor de fotografia Trent Opaloch, são acertadas, trazendo uma certa "realidade" as sequências.



Mesmo com serias mudanças na histórias e algumas falhas(em alguns efeitos de cgi que foram mal renderizados), os irmãos Russo entregaram a melhor adaptação para de um HQ . No final de duas horas e meia de projeção, “Capitão América – Guerra Civil” tem suas imperfeições, mas é sem sombra de duvida o melhor é mais maduro trabalho da Marvel Studios até agora. Vale a pipoca e é diversão na certa para todas as idades.

História e Criatividade10
Enredo10
Personagens10
Direção10
Efeitos Especiais10

Comentário Final

“o roteiro não se perde e dá a devida atenção a cada personagem”
10
Excelente
Crítica e Review | Capitão América: Guerra Civil  Crítica e Review | Capitão América: Guerra Civil Reviewed by Sétima Art on 5/09/2016 05:18:00 PM Rating: 5
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